segunda-feira, 21 de março de 2011

CIBERCONEXÃO SÃO PAULO - SANTA CLARA

@ “Aqui quem escreve é um ex riograndense que se "exilou" em São Paulo há 40 anos, mas que tem vínculos estreitos com o Rio Grande do Sul.
Sou nascido em Cachoeira do Sul, mas por acaso, haja vista que meus pais por um certo momento de suas vidas terem fixado residência por lá.

Cheguei a vc por acaso. Tenho um grande amigo chamado Ruy Armando Gesinger, leitor de seu blog, com quem tive o grato prazer de conviver anos atrás quando labutei junto ao poder judiciário. Ele postou algo a respeito de Lajeado  e aí logo me despertou curiosidade  ler seu blog.

Lajeado é para mim um elo bastante próximo pois minha mãe prestou seus estudos em sua cidade em tempos muito idos. Me contava muitas histórias a respeito disso no colégio das freiras onde esteve internada.  Como escondia as verduras nas roupas para não ter que come-las obrigada.
Contava de um colega que nasceu em Santa Cruz do Sul  chamado Romeu Seibel que passava correndo pelas colegas de classe no corredor do educandário e as fazia derrubar a mala que continha os aparatos de estudo, como livros, cadernos, lápis etc. Esse moço, mais tarde, se estabelece na cidade do Rio de Janeiro e se torna internacionalmente conhecido como Chiquinho do Acordeon. Tive a oportunidade anos depois por motivo de trabalho com musica ter cruzado com ele e lembrado as histórias passadas no colégio em Lajeado. Mas enfim, curiosidades e lembranças que ficam guardadas num cantinho do cérebro e eventualmente são trazidas a baila por um ou outro motivo.


Li diversas postagens de seu blog e acabei como por osmose caindo dentro do site da Prefeitura de Santa Clara, onde minha mãe nasceu e lá esta descansando num túmulo junto a seu pai Dr.Frederico Eggler.

Lendo o histórico do site da Prefeitura Municipal me causou estranheza nenhuma citação ao nome do Dr. Eggler.

Meu avô era o proprietário do Hospital de Santa Clara do Sul e que depois foi legado as Irmãs quando do falecimento do mesmo. Foi citado um dos ex-proprietários, Carlos Schnorr que segundo me consta não seria médico. E meu avô, certamente, sob o conceito do pesquisador histórico que registrou sua pesquisa no site da Prefeitura, nada representou junto a comunidade de Santa Clara do Sul.

Certamente não é o que pensam os membros da comunidade onde meu avô até hoje conserva o mais alto conceito como um homem ímpar em sua integridade como médico e como membro da comuna. Deixou uma folha de inúmeros trabalhos como pesquisador na área da saúde e claro como médico.
Ele e seu irmão, Dr. Pedro Eggler que veio se estabelecer na cidade de Santa Cruz do Sul, mais precisamente na localidade de Monte Alverne.

Mas isso é assunto para outra ocasião. Este é apenas para cumprimentá-la pelo blog e entrei como seguidor do mesmo. Vou acompanhá-lo com a devida atenção.”

Ivanhoé Eggler Ferreira

quarta-feira, 16 de março de 2011

AS AGUAS DO TAQUARI


Acho que essa foto é do Isma Canepelle. Acho.
E esse é o rio que banha o vale onde sobrevivo.
Tem lá seus segredos e algumas corredeiras.
Cada cascalho é uma dor.
Na língua tupi: taquara pequena.
Verga mas não quebra.
Só que é oca, oca, oca...

BEM VINDO À TEUTÔNIA

Da  Rota do Sol  chegando pela Via Láctea, nominalmente poética, muita sombra e em alguns lugares até um belo túnel verde, Teutônia tambem deve concorrer como uma das entradas de cidade mais atraente do Vale.

É a segunda economia entre os 39 municípios filiados à Associação dos Municípios do Vale do Taquari.
Todos os dados e sua história aqui: http://www.teutonia.com.br/

Teutônia, a cidade da Lagoa da Harmonia e da super ladeira de Downhill Speed para a alegria dos skatistas, da Orquestra Municipal bacana liderada por Astor Dalferth e que existe desde 1983, do Homem Orquestra Henrique Uebel, dos cogumelos do Sítio Soll e da querida aquarelista Isabel Schaeffer e tantas outras coisas para descobrir.



Dia 28 de maio tem a Festa de Maio com show de Zezé de Camargo e Luciano. Vão botar gente! Apenas acho que a divulgação do banner não deveria interferir na entrada do bairro que dá acesso ao Centro Administrativo. Não ficou bacana. Desprestigiou o show e a bela moldura verde-azul.

BEM VINDO À COLINAS!


Essa poderia ser a entrada de Colinas. Faz algum tempo que registrei a imagem. Se antes já era bonito, agora só posso pensar que está mais linda ainda: soube que plantaram dezenas de árvores na beira do asfalto. Colinas se auto intitulou “Cidade Jardim”. Bem coisa de alemão! É um lugar simpático, tem uns mistérios visuais, tem um verde exuberante. Talvez seja minha cidadezinha preferida na região. Talvez. 
Um dos recantos que mais gosto é a antiga estaçãozinha de trem. Se eu morasse lá promoveria uma caminhada nos trilhos. É tão comum na Europa. e Colinas lembra tanto alguns lugarejos europeus - dizem.

Foto capturada pelo meu amigo Heinz Schnack: um postal! 


Antes de ser Colinas se chamava Corvo. Que nome!.. quando ainda distrito de EstrelaEmbora seja uma denominação mais hitchcockiana, parece  pesado de carregar na identidade: cidadão corvense. Acabou se emancipando em  20 de março de 1992. Agora, pelo censo de 2010 são apenas 2419 pessoas. Com certeza todo mundo se conhece. E se protege. Ou sufoca.

domingo, 6 de março de 2011

BEM VINDO À BOM RETIRO DO SUL

Bom Retiro do Sul, mesmo com  sua entrada na BR 386, faz bonito com seu pórtico natural. Será que a duplicação vai ter coragem de derrubar essas árvores?

De 2007 para 2010, conforme o censo do IBGE, e comparando com os dados na wikipedia, nasceram apenas 342 pessoas na cidade. Ou morreram muitas.
Hoje a população seria de 11.472 pessoas. E como sempre, mais mulheres que homens. Coitadas de nós - viúvas, divorciadas e solteironas.

A RS129  que dá acesso ao centro da cidade é um sombreiro verde em alguns retalhos de asfalto minimizando o calor e aquecendo o olhar.


Gosto de chegar na cidade e dar de cara com uma figueira linda que espero ainda exista por lá. Numa das vezes, segui pelo interior de Estrela via Arroio do Ouro: um passeio bacana costeando o rio Taquari.  Talvez as casinhas antigas ainda estejam por lá assegurando  a identidade histórica da cidade. Tomara!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

BEM VINDO À SANTA CLARA



A história da cidade  bem explicadinha no site da prefeitura: http://www.santaclaradosul-rs.com.br/?link=historia.

Lembro apenas que as melhores bolachinhas de Natal do meu tempo de fuzarca vinham de lá. Eram famosas e uma delícia.
Hoje não tem mais bolachas na minha vida, sequer fuzarca.
Mas tem o pórtico que me parece bem clean, sem aquelas propagandas horrorosas de clubes de serviço ou o famigerado bem-vindos.

Simplicidade é tudo.


CONTRAPONTO
@ “ Laura, com todo respeito que tenho por tua pessoa e pela profissional que és, não posso concordar com estas afirmativas. Uma placa de clube de serviço tem múltiplas funções e vai muito além de uma indicação. Mostra que naquela cidade tem pessoas que realizam trabalho voluntário e que auxiliam outras mais necessitadas. Os clubes de serviço como o Lions e o Rotary são organizações mundiais que não tem necessidade de fazer propaganda, querem divulgar suas realizações para que outros vejam o exemplo de quem faz o bem e incentivar outras pessoas entrarem nesta rede de fraternidade.
Laura, se fores reparar, naquela “propaganda” de clube de serviço está indicado o dia da semana, horário e local das reuniões. Isto significa que a pessoa de outra cidade que integra um destes clubes de serviço pode chegar e participar do encontro e compartilhar da alegria do companheirismo e se inteirar das suas atividades.
Também não posso concordar que com a tua afirmativa do “famigerado bem-vindo”. Aquela saudação no pórtico de acesso a cidade tem um significado muito especial. Mas não que seja necessário ter a inscrição. Esta é uma forma de saudar os visitantes. É a maneira que a cidade tem de mostrar sua cordialidade e acolhida. Tem o mesmo sentido de saudação quando uma visita chega em nossa casa.
Para o turismo, o pórtico, tem um significado ainda maior. Porque quem viaja, percebe a diferença entre quem tem e a outra que não se importa com o turismo. Para os viajantes, geralmente uma das primeiras paradas quando chega a uma cidade desconhecida, é no pórtico para a tradicional fotografia. Uma lembrança que será mostrada para tantos familiares e amigos.
Outra frase muito usada é o desejo de “Boa Viagem”, ou “Volte Sempre”. Parecem tão repetidas, mas com um significado tão imenso. É a mesma despedida que se dá a visita quando vai embora da nossa casa.
Outra leitura que se pode fazer a partir do pórtico, é quanto ao seu estado de conservação. Ele nos dá a primeira impressão da cidade. É como uma carteira de identidade. Geralmente ele é feito com as características culturais e étnica, ou a principal atividade econômica do município e assim por diante. Normalmente é uma obra de arte
Laura, penso que dar as boas-vindas aos nossos visitantes, não seja algo “famigerado”, é uma questão de cordialidade, de simpatia e educação, que tanto falta para muitas pessoas, que perderam o encanto de dar um Bom Dia e muito menos de servir o próximo, como o fazem os clubes de serviço e outras tantas entidades e pessoas individualmente.”
Deolí Gräff




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

BEM VINDO À ROCA SALES



Há um bom tempo pretendia lançar esse concurso: qual a mais bela entrada de cidade no Vale do Taquari? Acho que a AMTURVALES deveria patrocinar essa idéia. Pelo menos, os prefeitos se tocariam... Mas agora é tarde: Ronaldo Zarpellon, coordenador do turismo no Vale está deixando o cargo. E sabe lá o que virá pela frente.

De domínio popular: a primeira impressão é a que fica. Em se tratando de urbanidade, a entrada principal deve ser uma grande aliada no marketing econômico e cultural da cidade. E isso não tem nada a ver com pórticos, por favor!  Aliás, na maioria  das vezes,  de péssimo gosto arquitetônico.

Tenho a minha preferida no Vale do Taquari, mas não tenho fotos.
Essa chegada de hoje é o convidativo portão de entrada de Roca Sales, terra dos queridos amigos Catia Pretto e  Sidi Schneider. E onde realizei um belo passeio de trem. Projeto turístico que não saiu dos trilhos, infelizmente.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PROGRESSO !

  
Minha alma é colona. Definitivamente.
Quando entrevistei a professora de artes, Dinorá Feldens, ex-secretaria de Cultura de Lajeado na década de 80, disse uma frase que gostei muito: “a gente sai da colônia, mas a colônia não sai da gente.”
Gosto da colônia pela representatividade de seu espaço, de sua solidão, do sotaque, de uma certa ingenuidade ainda que ceticamente contemporânea.

Tempo atrás, os amigos convidaram para uma galinhada em Progresso. Aqui perto, coisa de 40 minutos pela BR 386, antes do pedágio mais caro do estado, em Marques de Souza.
Os políticos não se entendem mesmo. Ou o povo?
Primeiro a  rodovia chamava-se “estrada da produção”. Depois, mais pomposo: Rodovia  Presidente Kennedy. Aí virou Tabaí-Canoas.
Recuaram na consciência? Hoje, Rodovia Governador Leonel de Moura Brizola.
Então ta: saindo da Brizola suba pela RS 423. E se delicie com o visual, com o frescor e com os atalhos, alguns vão dar junto ao rio Fão.

Quando Progresso se emancipou em 1987, eu era repórter da RBS. Fiz a cobertura da primeira eleição. Cheguei pela estradinha de Boqueirão do Leão, via Colônia Jardim.  Fiquei encantada e sempre que posso, volto a cidadezinha. Mas, uma pena: com tanto potencial eco-turístico perde as características italianas com construções de péssimo gosto. Meu amigo que nasceu lá sofre a cada vez que “sobe” até Progresso. Mesmo assim, convidou para uma galinhada no clube. E eu fui, claro! Mas, levei o vinho.

 Um varalzinho... Transgressão de intimidades. Não consigo resistir.

O vale... Meu amigo jura que vai construir uma casa aqui em cima. E eu juro que serei eternamente grata e amiga do peito pra sempre. Nossa casa na serra!


Ah, minha’lma colona, grazie!

LAJEADO, Ó LAJEADO...




Toda cidade tem uma praça.
Lajeado não mais é a “minha cidade”. 
Portanto,  essa praça também não é mais “a minha praça”.
Mas já foi. 
Quando a gente não se reconhece mais nas recordações – como disse uma certa psicóloga argentina Sara Paín – perdemos os instintos. Inclusive os de afeto. Já desconfiava, mas a certeza veio quando li um artigo na ZH assinado pela Esther Grossi nesse início de fevereiro.

Essa cidade tem 46 praças. Parece mentira? Os dados são da assessoria de comunicação da prefeitura.  Já imaginei: "Lajeado, a cidade das praças".

Desculpe a parrésia: várias praças estão em estado lamentável. Não atraem nem os desiludidos da vida, que dirá as crianças e suas fantasias. A Praça Moreira César - quem será o figurão? - é reduto dos crakeiros. A da matriz, dos bebuns e apertados: tem um mictório por ali.

A pracinha da imagem acima é a do chafariz. É uma das pouca praças atraentes: reúne chinas e trabalhadores. Na sua vizinhança, a Associação Comercial e Industrial da cidade. E um cabaré, agora fechado.  Disputando importância, o busto em bronze do Getulio Vargas com um naco da carta-testamento. Mas, a paternidade coube a Gaspar Silveira Martins.

Minha ex-cidade é letradura mesmo: homenageou um monarquista! Mais tarde, maragato, federalista ou seja lá o que isso significa. O cara nasceu em Bagé e morreu em Montevidéu. Passou a trote largo daqui. Por que cargas d’água ganhou praça em Lajeado, caraca?


Coisas da colônia mesmo.