quinta-feira, 17 de agosto de 2017

DA SÉRIE PARADA DE ONIBUS

"Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando prá trás
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol, esperando o...
Esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem..." Chico Buarque

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

DO CACUPÉ, via Santo Antonio de Lisboa, À SAMBAQUI

A linda paisagem de Cacupé, em frente à baía norte de Floripa, 
convida nosso pequeno grupo familiar para uma caminhada de 23 km 
até a ponta nativa de Sambaqui.



A prainha tem duas pontas que avançam sobre a Baía Norte: Cacupé Grande e Cacupé Pequeno. Dá pra ver a ponte Hercílio Luz em eterna e onerosa restauração e a beira mar norte, onde centenas de gauchos, argentinos, cariocas e paulistas caminham diariamente.
São 42 praias em Floripa para uma população de quase 500 mil ilhéus...
Vamos encarar uma caminhada por  este bairro que, talvez, já foi o mais bonito de Florianópolis.
  
 O maldito progresso está destruindo tudo. 

Onde antes, sítios sossegados, hoje, cortiços de concreto, vidro e aço.


Não sou boa de localização, mas   p a r e c e    ser esse o nosso trajeto...

Cacupé - em tupi-guarani “verde por trás do morro”. 
Assusta? Nada! Beira mar de areia grossa, mar não muito recomendado para banhos,
mas arvores e muito sossego!


 "A cultura local é preservada pelos moradores que vivem da pesca artesanal e o cultivo de Ostras, as casas dos pescadores ficam de costa para o mar e de frente para a rua, uma curiosidade local."

 Que whatsApp nada... O bom orelhão para marcar nossa próxima caminhada!
 Os condomínios estão tomando conta: destruindo todo o verde ao redor. De chorar.
 "O Cacupé uma área turística, freqüentada principalmente por turistas locais."



Sem acostamento, sem calçada, seguimos.
É muito dificil não  registrar cada curva, cada onda... Cada sombra!


 Uma pena... mas atravanca o cenário.

Singelas surpresas...

 "Cantinho das Tarrafas"
"No passado, os moradores de Cacupé se ocupavam da pesca artesanal e da agricultura de subsistência."
Encontramos um deles na lida artesanal!
A estupidez humana e suas pegadas.
Aviso aos caminhantes...
Rumo ao Sambaqui!
Curiosidade  janela a dentro...
No Caminho dos Açores, o Casarão dos Andrade, de 1860. 
Dizem, espaço cultural. Talvez um dia, uma oportunidade de conhecer.
Dizem que mais de 2 milhões de turistas passaram por Floripa nesse último verão...
Dizem que 35% seriam argentinos.

São pelo menos 34 caminhos, ou trilhas, oficiais.
Claro que nem tudo é belo e limpo...

Cercas, muros, àrvores derrubadas, solo queimado...
deixam a gente doente.
Adiante, oremos pela preservação das belezas naturais e construídas:
 Nossa Senhora das Necessidades, em Santo Antonio de Lisboa.

"Santo Antônio de Lisboa é um distrito de Florianópolis,
criado pela provisão régia de 26 de outubro de 1751."
Esse conjunto urbano é tombado pelo Iphan, desde 1988.

Zona rural de Floripa, com asfalto na beira da porta...
De longe, o som  rilhado do carro de boi tão característico de Santa Catarina.
 Em direção à Sambaqui... "O nome provém da existência de amontoados de conchas espalhadas pelas areias da praia, as quais às vezes revelam animais fossilizados, bem como resquícios de antigas comunidades indígenas da região."
Entrada da reserva que dizem
 abandonada por uma Fundação de Proteção à Natureza de uma indústria de cosméticos... 
Enfim, a trilha!
Com a palavra as autoridades ambientais de Florianópolis...
Mata atlântica protegida? 
Pre$ervação permanente?
Então... como num rasgo de cartão postal, 
a Barra do Sambaqui se revela.
A vista da Ilha de Ratones é deslumbrante!

Esta area em 2005 contemplava uma reserva  de 1,35 hectares. 
Era para ser da Fundação, mas faz divisa com uma propriedade particular.
Era para ser um monte de coisa... mas algo $aiu errado.
Enquanto os milionários não chegam para construir suas fortalezas 
e privilegiar a paisagem  particular,
aproveitamos a sombra e o silêncio para repor as energias.

Foram quase quatro lindas horas de caminhada, só de vinda!
Na próxima, quem sabe, de barco?


Na volta pela prainha do Sambaqui, muitos restôs bacanas,
alguns com preços acessíveis para ostras, peixe e aipim frito!
Tim-tim porque ninguém é de ferro e um bom trajeto, vencido.
 A volta... barriga cheia, duas bolhas leves,
dois quilômetros de carona com uma "ilhoa"

que guarda nos fundos do quintal, 
um mar generoso,  sustento e paz.
 Ainda pouco explorado pelo turismo em grande escala, 
Cacupé é generosa: lindas paisagens e um pôr do sol de suspirar na hora da despedida.

  Já na beira marde Floripa, em grande estilo.