domingo, 6 de maio de 2018

SANTA MARIA: 14º CARTUCHO

Sábado tocamos para Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Terra de grandes cartunistas.
À convite

do professor, artista gráfico e poeta Máucio Rodrigues,
pai do zine  bacana Massa Folhada.
Adorei caminhar pelas ruas de Santa Maria, 

e ver alguns prédios tão bem preservados,
Nesse, mantida a fachada 
e construído atrás!

Não teve a mesma sorte...
O mesmo descaso arquitetônico
na minha cidade.
Recebida carinhosamente pelo cartunista Byrata Lopes
e presentada com a linda camiseta do 
14º Encontro dos Cartunistas Gaúchos.

Adorei o cartaz de Elias  Ramires Monteiro
dando as boas vindas a nova geração de cartunistas.

 Mauro Monge
 Julia Hauser
 Denise Silva
O encontro do novíssimo

 
com a experiência talentosa
da velha guarda: Bier
e Gilmar Fraga
e muitos outros.
Na praça, uma tietagem com um cartunista 
que sempre gostei muito,
o talentoso homenageado,
Rafael Corrêa.

Autor das divertidas Sapatiras.
 Ao meio-dia, o grupo deu uma pernada até a casa do Máucio...

 Um  espaço divertido
cheio de cartuns alusivos aos 14 anos de Cartucho.


Um lugar criado para inspirar e pirar!
 Momento cultura:
O grande Moa Gutterrez e Elias Ramires
confabulam sobre o cartunista  argentino
Florencio  Molina Campos,
que fez uma série de calendários para a Alpargatas
e trabalhou um longo tempo com Walt Disney.

 Momento de confraternização 
 Aguardando a bóia...
Alisson Affonso criando em grupo,
Bier, criando solito,

todos festejando a vida juntos!


Depois voltamos para à praça Saldanha Marinho
e à 45ª Feira do Livro da cidade.


 Exposição Negras e Negros na Cultura, 
na Ciência e nos Movimentos Sociais
contra a discriminação racial.
 O artista plástico lajeadense, Alessandro Cenci 
e o fotógrafo Dartanhan Baldez Figueredo
numa troca cultural.


 A feira iniciou dia 28 de abril 
e encerra no domingo, 13 de maio.
Uma feira para 276 mil habitantes.

 Em paralelo, a cartuchada 
com o Chimarrão com Nanquim 
e o Reponte Temático
e a presença de mais de 20 cartunistas.
Byrata Lopes firme na caricatura
O toque político que não pode faltar!
 Do cartunista Bierhals ganho o lindo livro 
Somos Todos Bonecos do artista gráfico Eugênio Neves.
De Gilmar Fraga
trago para casa 
o cartum de Miles Davis 
que se apropriou da música Prenda Minha,
registrando como se fosse dele.




Antes de partir,
o querido Theatro 13 de Maio
com seus 126 anos de história, onde
encontro Ruth Pereyron
que gentilmente mostra os espaços 
e conta sobre a Associação dos Amigos 
fundada em 1993.



Então, tu és a Eva Sopher de Santa Maria? 
Não - ela responde. Sou a filha de Eva Sopher.
E ela é a nossa madrinha.

*

Voltei para casa
com  alma iluminada
e morrendo de vontade de voltar em 2019.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

DA SERIE PARADA DE ÔNIBUS

"O Brasil que eu quero"... Que não pichem as paradas de ônibus - disse dona Maria Teresinha.

segunda-feira, 26 de março de 2018

PORTO 246 ANOS ALEGRE?

"A memória de uma cidade 

é a soma das memórias de seus habitantes. 

São eles que carregam e transmitem não só o jeito,


  a cultura, 

os costumes,

  mas aquilo que de mais próximo 
pode-se chegar das pequenas coisas:

 história dos paralelepípedos, 


os cheiros de um bairro,
 a textura de cada praça.

Os habitantes de uma cidade
costumam registrar seus momentos


  com o recurso mais usual:

  a fotografia. 


 Quer saber como era Porto Alegre em 1950? 

Basta ver uma foto de Porto Alegre de 1950. 
(imagem da internet)
 Mas o que isso de fato diz da cidade?



Que impressões traz, que sentimentos?
  O que estava acontecendo nesse dia 
com aquelas pessoas,


 o que elas estavam vivendo?


 Então, eis que temos 
o registro da memória

 por meio da escrita.
O leitor precisa imaginar os cenários, a ação;

 todavia, é recompensado por relatos com cores,
  pessoas, movimento:
a cidade que pulsa nas avenidas

e na grama,
 os contornos, 




o sopro,



o ritmo.

 As pessoas que deram vida a Porto Alegre



nos mais variados tempos são aqui registradas
 – eternizadas –

 por quem esteve perto, 
 viu ou ouviu aquele dia, aquele fato.


 (...) como quem entra numa foto e pode ouvir, 


 tocar e fazer parte daquela memória,

 que é minha, sua, é de Porto Alegre.

Como se conhece uma cidade?

Será preciso percorrer quantas vezes aquela avenida,


até entender seus trechos, suas passagens, suas sutilezas?


Ou nunca se chega mesmo a entender uma cidade?



(...) também aqui se trata de tentar entender,




 descrever, 



reviver,
expor o jeito de ser da cidade, 



desta cidade aqui, Porto Alegre."


Texto

Luís Augusto Fischer
(http://www.dublinense.com.br)

Fotos

Laura Peixoto