terça-feira, 1 de junho de 2021

O ANTIGO SÃO SEBASTIÃO DO CAHY

Depois que li a bela biografia da Família Oderich, por Cynthia Oderich Trein, não resisti.

Queria muito passear pelas ruas da cidade e conferir a história in loco. E ela estava ali, nas calçadas, lindamente.

Bem como descrito no livro, pertinho da indústria Oderich,
inaugurada em 1909 por  Adolf e Henriette Ritter Oderich.

"...uma das primeiras empresas a produzir carne enlatada no Brasil, na ativa até hoje, exportando seus produtos para grande parte do mundo." E como se sabe, apagada da história de Lajeado, quando aqui existiu uma filial que nominou o bairro Conservas.

O Rio Caí estava cheio. 
Uma estreita faixa verde em suas margens. 
Dá para descer

e até encostar nas suas águas barrentas.


Um desmatamento coberto de grama
aproxima os moradores de suas águas.
Caí,  cidade desde 1875, 
quando a vila se emancipou de São Leopoldo.
Como pode que lá os "investidores"
 não derrubaram essas casas tão antigas?

Emocionou os casarios antigos,
motivo do meu turismo.

Alguns bem conservados,
outros, testemunhas de um tempo.

Uma figueira pequena 
é um luxo para poucas gerações.

"Tempo, tempo, tempo, tempo 

Entro em um acordo contigo..."

ouço Caetano Veloso, murmurar no meu ouvido.


Museu Histórico Vale do Cahy
Sport Clube de 1918
 Prefeitura Municipal

"Tempo, tempo, tempo, tempo 

Ouve bem o que te digo"


“Tempo, tempo, tempo, tempo

Ainda assim acredito

Ser possível reunirmos-nos”

para um café numa das graciosas casinhas antigas.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

TUPANDI


Rumo à Tupandi!

Passando por belos casarios germânicos
à beira da estrada.
Esse é de 1900, lindamente preservado, 
honra a memória de quem chegou antes.

Tupandi foi a mais grata surpresa do passeio, no Vale do Caí. Recebeu esse nome em 1944, quando ainda era um distrito de Montenegro e significa “luz do alto ou luz do céu”. 

Sua bonita Igreja Matriz Cristo Redentor é de 1879, depois ampliada com a inserção de duas sacristias e reinauguradas em 1924.

Os primeiros imigrantes alemães chegaram a Tupandi em 1856. Neste documento consta que os pioneiros foram Mathias Nedel e Jacob Hartmann. Na sequência chegaram os Heck, Schaedler, Schmidt, Junges, Simon, Rambo, Juchem, Weber, Schoffen, Vier, Hensel e outros.

Nas emancipações de 1988  se torna cidade, alias, terra da indústria de móveis Kappesberg, que se instalou naquele mesmo ano.

Parque Municipal

Em 2017, uma população estimada em 4.472 tupandienses.

Apenas 1,8% dos habitantes são analfabetos. A expectativa de vida é de 76,6 anos e a mortalidade infantil, zero.


O Sobrado Weber é uma bela Casa de Cultura localizada no centro da cidade.

Na sua restauração, o apoio da Kappesberg.


Construído em 1924 pelo dentista Balduino Weber, abriga um museu, o arquivo público, uma biblioteca e recebe exposições temporárias. Morri de inveja... 

Na minha cidade, Lajeado, a briga é grande para destruir tudo. E as empresas - grandes empresas -  não apoiam a preservação arquitetônica de seus casarios. Pelo contrario: são incendiados e  derrubados na calada da noite.

Tupandi é a terra do meu sogro. Ele acredita que a casa onde o Vô Vier viveu ainda possa existir. E aponta uma casinha lá no alto do morro. Mas guarda suas dúvidas.


Torço que realmente seja
para confortar sua memória afetiva.


Olha isso... Não é linda?
 Como ouvi uma musica que vinha de lá de dentro,
sei que continua historicamente habitável!

Um café conjugado à casa,
harmoniosamente.

 

Todo o charme da Ferraria Ludwig, de 1918.

Voltaremos!

DA SÉRIE: PARADA DE ÔNIBUS

 

Distrito de Tamanduá, Marques de Souza

SALVADOR DO SUL

 



Depois de  Poço das Antas, 

Chegando em Salvador do Sul.

Uma cidadezinha de origem alemã católica,

com um bonito mosaico no campanário,

junto a sua praça bem cuidada.

Recebeu os primeiros imigrantes em 1855,

e esse senhor mora numa casa de mais de 110 anos!

Com pouco mais de sete mil habitantes,


tornou-se cidade em 1963.

Só passamos por lá, mas sei que tem
um parque bonito - Wallauer
e a rota colonial de Linha Stein,

mas nós seguimos em meio a natureza,
sem compromisso,
sem lenço e documento...



POÇO DAS ANTAS

De cara gostei da placa...
"Qualidade de vida ambiental"

Adorei a ciclofaixa ou para caminhadas
dos pouco mais de 2.100 habitantes!
Uma pinguela convidativa!

Emancipada em 1988, lembro que  quando fui repórter da RBS, cobri uma manifestação dos agricultores na rua e foi então que conheci a cidadezinha, que é uma graça. 
Atualmente, Poço das Antas é governada por uma prefeita!
Legal, né?
Quem nasce em Poço das Antas é o que?
Pocençe?

Uma casa antiga com essa placa antiga...
Como não amar?

Possui diversas cascatas, vegetação abundante 

e  gruta de índios. Mas, infelizmente, a gente não conheceu.

Na verdade.... Senti falta de arvores nas calçadas
e na pracinha.

Igrejinha evangélica da comunidade Esperança.
 

Quero voltar, mas agora rumo à Salvador do Sul.