sexta-feira, 29 de março de 2019

SANTO AMARO DO SUL



 Santo Amaro do Sul, datada de 1751, continua um pequeno e bucólico vilarejo às margens do Rio Jacuí.
 Integra o Caminho dos Açores e bem pertinho de Porto Alegre, apenas 76 km. Vale a visita.
Na estrada, um mirante, no mínimo, insólito... Mal dá para avistar,

 ao longe, as torres da igrejinha da vila  Santo Amaro do Sul.
Lugar cenográfico... Não é para menos que em 1971, o diretor paulista, Anselmo Duarte, escolheu Santo Amaro para ser a Santa Fé da trilogia "O Tempo e o Vento", de Érico Veríssimo, que reúne ficção e fiapos históricos, como a Revolução Farroupilha.  
 A Casa de Cultura Miguel Pereira guarda  documentos históricos, mas não vi. Hoje é um Centro de Atendimento ao Turista.
 Nessa casa nasceu e morou um ex-juiz de Lajeado, 
Odilo Becker. 
A recepcionista disse que o prefeito queria contatar os familiares herdeiros, para autorizarem o conserto de algumas estruturas.
 Uma das paredes da casa guarda alguns poucos objetos antigos. 
O presente parado no Tempo...
 Reverência aos primeiros colonos açorianos.
 Anselmo Duarte filmou “Um certo Capitão Rodrigo” nessa Santo Amaro do Sul, quase intacta com seus casarios típicos da cultura portuguesa. 

Figueira centenária... Infelizmente, o sobrado à rua da Liberdade, onde nasceu em 12 de abril de 1773, o herói farroupilha e primeiro presidente da República Rio-Grandense, José Gomes de Vasconcelos Jardim, desaba.

 Uma vergonha, uma tristeza...

Tombado é o descaso dos
sucessivos governos.
Descubro que a linda igrejinha da matriz é a quarta mais antiga do Rio Grande do Sul, datada de 1787.  
“Em estilo barroco, possui ricos detalhes arquitetônicos e ornamentos tais como imagens de santos magistralmente talhadas, candelabros de cristal, turíbulo e demais utensílios de ouro.”
  Ruas de paralelepípedos, muitas figueiras, poucas pessoas na rua.
Em 1998, esse belo conjunto histórico formado por catorze prédios, foram tombados pelo Iphan, inclusive a antiga Estação Férrea de Amarópolis, inaugurada em 1883, que chegava a Cachoeira do Sul. Em operação até o ano de 1961.



 E se você curte barraca, pescaria, vale acampar na beira do rio Jacuí, com uma pequena infra, bem frente ao restaurante Coqueiro.
 Praia limpa, tranquila, areião... som discreto...


Melhor pedida: lambari frito e uma ceva gelada para terminar super bem o passeio.


Santo Amaro do Sul já pertenceu a Triunfo, a Taquari e agora ao distrito de General Câmara. Hoje tem cerca de 1.200 habitantes. Importante conhecer, conversar com os antigos moradores. 
Importante voltar no Tempo.

segunda-feira, 11 de março de 2019

VALE VERDE: FIGUEIRA GIGANTE

Em direção a Santa Cruz do Sul (RS),
 antes do prédio das cucas Lisaruth,
uma entrada à esquerda, pela RS 244, 
a  tranquila Vale Verde, no Vale do Rio Pardo.
 A cidadezinha tem cerca de  3.200 moradores. 
E lindos casarios de pedras!
 Aproveite para conhecer a fazenda de búfalos 
de  Luis  Aguirre
 e o alambique do seu Germano Seibert, 
que mora numa casa de mais de 100 anos!


Não, não é essa. Eu não tive tempo. 
Em Vale Verde, uma pousada  aconchegante.
Descubra!
A cidadezinha emancipada em 1995, antes se chamava 
Rincão dos Mello - disse minha mãe.
Seguíamos pela rua principal, quando uma placa avisou...
"Vamos conferir!"

 Rodamos de carro, na verdade, 
uns 2 km até chegar ...
  na propriedade de Arceleu da Silva.
Quem nos recebeu e mostrou tudo, foi seu filho: 
Fabio Luís com uns fofinhos... 
filhotes de coelhos gigantes,
que nas mãos da Fátima, invocaram a Pascoa.
Sabia que coelho não pode comer alface?
Tudo pode, menos alface!!!
Fabio disse que para ver a figueira devíamos caminhar 1 km...
 Eu me recuperava de uma fascite plantar, 
de um gripão e desanimei.
Mas, um Fábio muito gentil 
me salvou com o seu microtrator Tobata.
     Prestem atenção para ouvir 
o ronco dos bugios, dos macacos-prego...
 Tentamos avistar,
em silêncio...
Passa mata, passa plantação...

Os próximos 200 m é preciso caminhar.
 Meu coração parecia um tambor...
 Pra que o facão, Fabio?
A gente nunca sabe... - respondeu.
 Um silêncio maravilhoso
quebrado pelos nosso pisar 
nas folhas e galhos no chão.


 Guaxinim, ouriço, tatu, 
cobra, jaguatirica....
Mas só vi urtigas!!
 E lindas teias de aranha!
 A mata virgem foi se fechando
e eu cada vez mais deslumbrada...
"Aqui a ponta do galho dela, 
que caiu no ultimo temporal."
Ao redor, outras arvores imensas,
protegidas do olhar ganancioso da humanidade.
 Sem palavras...
O galho caído é maior que muita arvore de pé...
Um choque.
Não tem foto que possa mostrar a grandeza.
Dez a treze homens para abraçá-la - calcula, Fabio.
Espia isso!
Até Fabio, tão acostumado...
Já vi castanheiras gigantes no Pará,
mas ver essa figueira nativa, gaúcha,
tão perto da "nossa casa"
me comove e engulo em seco.

 Majestosa...
Observo no tronco, um rosto
... que nos contempla do alto.
Se Deus existe... Ele se chama Natureza.
Então, é Deusa?
Cada gomo, uns 100 anos?
Na verdade, a figueira gigante 
parece milenar!

Grata, Fabio e Fátima!

Agende uma visita:
51 996298840