sábado, 21 de setembro de 2013

BEM VINDO À TAQUARI...

 ...Terra de imigração açoriana, 1768. Terra da Lagoa Armênia, dos carnavais que ficaram na minha memória afetiva!

Era um sabado de sol e temperatura de primavera. Asfaltavam as ruas do centro e a lama preta obrigou o comércio a fechar as portas na tarde.

Terra do ex-presidente linha dura Costa e Silva. Alias, sua casa foi tombada em 1979 e se mantem como Casa de Cultura. Aberta de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Nos finais de semana, visitas com aviso prévio,  pelo telefone 653.1266 (ramal 230).
Em 2014 a Escola de Samba Império da Zona Norte, do bairro Sarandi, de Porto Alegre, vai homenagear a cidade com o enredo “Tibiquary – teu povo te fez Taquari”. E parece que o povo já esta decorando a letra do samba!
Olha aí... Na rodovia de acesso, centenas de ipês floridos inspiravam nossa chegada.  Quero voltar!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SANTA TEREZA

Armazem da familia Prezzi/1905

Saímos de Imigrante e chegamos a Santa Tereza, por estradinhas vicinais.Um dia a RBS veiculou matéria dizendo que Santa Tereza ia se transformar em Patrimônio Cultural do Brasil. Em 2010. Ia?

Santa Tereza é um  conjunto urbano de bens protegidos.

Mas isso não basta para angariar verbas de preservação.
Custa muito defender um predio. Custa deslindes políticos.

Sim, preservar a memória, conservar a história de uma cidade, custa muitíssimo. Sem atravessadores, não tem jeito. E quando se sabe que a sanha dos construtores  saliva para derrubar tudo e erguer predios e garagens que consideram uteis, bom, daí mesmo que a preservação passa longe.

Conforme o Instituto do Patrimonio Histrico e Artstico Nacional (Iphan), Santa Tereza teria que ingressar com um plano de ação “para a gestão do patrimônio cultural com enfoque territorial. O Plano não deve se restringir ao perímetro protegido ou ao conjunto de bens tombados. Deve-se considerar a dinâmica urbana no seu todo." 

No rol de prédios antigos, a 1ª fabrica de gaitas do Brasil do casal Cesare Arpini e Maria Savoia, em 1887. Imagina... A gaita chegou com a imigração alemã, mas foram os italianos que a produziram em Santa Tereza.
 Aqui, um refri e dois dedos de prosa com três dos 1.800 moradores da cidade. No fundo, o campanário, uma réplica da Torre de Vicenza, na Italia. Dizem.
 Adoro o cheiro desses armazens. Cheiro de infância.
Ao longo dos próximos três anos, muita grana para as cidades históricas brasileiras. Coisa de 1,6 bilhão. Ta no site do Iphan. Para o Rio Grande do Sul serão destinados recursos para obras de 4 cidades: Jaguarão  40,30 milhões, Pelotas  32,80, Porto Alegre  50,50 e São Miguel das Missões  27,62 milhões.
Duvido que essa grana chegue. Du-vi-do: corrupção e desvio como bem mostra o empreendedorismo governamental. 
A pequena e conservada Santa Tereza não consta nesta lista. E o tempo passa para a cidadezinha fundada por imigrantes poloneses e italianos, que com seu conjunto de 25 predios históricos serviu de cenário para o filme "Saneamento Básico", em 2006.
Em Santa Tereza deguste a cachaça  do  "Velho Alambique". Não achei, mas deve valer a procura. Por essa rua chegamos ao balseiro.
 Gentilmente disse que se eu fosse pela estrada chegaria antes em Muçum e de lá para Lajeado. Final de tarde, optei pela  estrada, mas acredito que a travessia pelo rio Taquari deve ser bacana. Ficou para uma próxima.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

ENTRE IMIGRANTE E GARIBALDI


Ha exatos quatro anos, de Imigrante, dessa esquina de calçamento de basalto,
 enveredamos por estradinhas de chão batido...
Dias desses tentei achar essas esquinas do interior,
para refazer a rota, mas foi inútil.
Da primeira vez  acabei em São Roque.
Da segunda, quase morri procurando. Não reconheci...
Destruíram o antigo camapanário que fotografei em 2009 
e ergueram um novo... e a História assim perdeu sua intimidade.
O panorama em frente a igrejinha  continua lá como em 2009.

Em 2013, o verde intocavel.
 A igrejinha de São Pantaleão, de 1899...
e seu interior.
Deveria ter fotografados todos os capitéis...
Estão lá, na beira das estradinhas homenageando os santos 
e algum morto querido que ja foi desta para uma melhor.
 Igrejinha de Dom Giuseppe de 1902
em 2009
Pintada, perdeu o letreiro e o ano...
O Jardim Medicinal em 2009 parecia meio abandonado.
Andou ganhando destaque na TV Globo...
Jardim Medicinal em 2013.
De lá  seguindo as orientações turísticas...

... com algumas confluências bucólicas que aguardam os turistas,


...chegamos em Santa Tereza,
 que vale um post exclusivo.
Costeando o rio Taquari, entramos em Muçum pela porta dos fundos.

Saímos de manhã de Lajeado,
regressamos ao entardecer
de alma lavada.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DA SÉRIE PARADA DE ÔNIBUS...

 Encantado
 Entre Encantado e Arroio do Meio
Teutônia
Linha Bozetti em  Barros Cassal

quinta-feira, 11 de julho de 2013

PIQUENICANDO POR AÍ


Cotiporã/ rio das Antas 
O importante é estar sempre pronta para um piquenique... 
Linha 32, Forquetinha?..
Passar a mão na cesta, no vinho...
Parque Witeck, Novo Cabrais
... e sair por aí para celebrar a amizade, o amor e o estômago.
Lagoa da Harmonia, Teutônia
 Piquenique é uma palavrona alegre.
 Tem ritmo próprio.
Algum lugar no interior de Garibaldi ou Boa Vista do Sul
Na minha região o cenário é fértil em rios, riachos e vales 
que colaboram para  encontros preguiçosos e gulosos.
 Parque Germânia, Porto Alegre
Piqueniques na capital ou na praia
sempre rendem lindas celebrações,
deixando também saudades.

Hermenegildo
Mas piquenique de verdade verdadeira
precisa ter uma toalha no chão
senão vira só tragueira!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PROGRESSO

 Nem a manhã fria nesse último domingo espantou a vontade de sair por aí... Botinas e manta rumo à Progresso, 538 metros de altitude. No alto o sol chega primeiro e ilumina várias ruas onde foram plantadas laranjeiras e laranjeiras dão laranjas! É só colher.... Disseram que o frei holandes Constantino van Ryn foi quem nomeou os vilarejos do interior de Progresso: Linha Tiririca, Linha Batovira... Tem um busto do frei bem pertinho da igreja lembrando ao povo sua importância, aliás, lembrado para nomear a Linha Constantino.
 Progresso já se chamou Gramado São Francisco... Sequer dez horas da manhã e as nuvens vindas das bandas do rio Fão baixaram na cidadezinha de pouco mais de seis mil descendentes de italianos.
Poucas casas resistiram a arquitetura contemporânea em Progresso. Uma lástima. Pouparam a escolinha que já foi prefeitura. Simone Berté, Secretária de Turismo, quer restaurar. Aliás, por sua iniciativa a caminhada em uma das belas fazendas da região, motivo pelo qual nos tocamos de Lajeado via BR 386.
Em 1912 chegaram os Battisti... Se eu fosse o Cesare, o ex- ativista italiano que está por um fio no país, buscava  refugio em Progresso. Com tantos Battisti, inclusive o Secretário de Cultura, um a mais nem seria notado.
Indo a Progresso precisa visitar a fabrica de pipas e outros artigos de madeira do tanoeiro Severino Mafassioli. Ha 50 anos trabalhando com cabriuvas, cedros e carvalhos. Diz ele que é de arvores plantadas para este fim. Então tá.
Dá vontade de encher o porta-malas... Cheiro bom de madeira dentro do galpão. Peguei o telefone: 3788-1015. Uma pipa pequena para armazenar uma cachaçinha custa 30 reais. Seu Severino é artesão e artista. É cultura popular interagindo no lugar que escolheu para viver.

Enfim, a caminhada pelas bandas da Lagoa Dutra. Grupo pequeno, mas animado.

 Logo nos embrenhamos por uma trilha no meio da mata nativa. Cheiro de folhagem úmida, muito passarinho, muita araucária, um silêncio bom de natureza. Só a quietude para acalmar os sentidos  e sentimentos contraditórios da alma de cada um.

 Durante o percurso, um riachinho de companhia.
A vida começa líquida. E não foi no segundo Dia que Deus separou o céu das águas?

Platão dizia que o ouro tem pouca utilidade se comparado à água... Seguindo a trilha molhada começaram a surgir lindos e centenários xaxins.
Um desses xaxins foi escolhido para emoldurar o clic da "foto oficial".
Mais um pouco de caminhada e uma pausa para atacar bergamotas suculentas e geladas.
No finzinho do passeio chegamos até um cenário...
...de dar inveja. Casa e ateliê da restauradora Leida Scheeren.
 A curiosidade pelo buraquinho na porta...
... e a invasão bisbilhoteira da intimidade.
Nada precisa ser dito: combo paz e harmonia.
Quase uma hora da tarde: voltamos para um almoço na Fazenda Sinuelo da Amizade. No primeiro fim de semana de março acontece seu tradicional rodeio. Esse ano de número 54. O próximo não perco.
Dentro, o calor da laleira e um comidão esperavam a gente.
Seu Getulio, 74 anos e muito causo pra contar, é o atual Secretário de Obras de Progresso. A Fazenda Sinuelo começou com seu pai. Lembrá-lo, o emociona. Taí uma boa fonte histórica para a cidade.
Depois do almoço botamos o pé na estrada em tempo de cozinhar o pinhão para assistir Brasil X Espanha.
A colheita da laranja ficou para outro dia.
Sim... Domingos assim libertam.